Há livros que nos leem a nós. Aqui fica um excerto das primeiras páginas de mais um contributo deste autor excecional para a difícil tarefa de abarcar toda a compreensão da natureza humana:
No Interior dos Livros
Blog Literário
Educação Emocional
Há livros que nos leem a nós. Aqui fica um excerto das primeiras páginas de mais um contributo deste autor excecional para a difícil tarefa de abarcar toda a compreensão da natureza humana:
Shantaram
Um fenómeno estranho aconteceu-me com este livro. Comecei a ler no final de Maio e durante 6 semanas foi uma leitura sôfrega e entusiástica, que me fazia querer entender as noites, com os olhos a arder de sono, mas sem querer interromper a leitura.
No final destas semanas, estando já a mais de 2/3 do livro, tive de fazer uma viagem e achei que não seria boa ideia levá-lo comigo, atendendo às suas volumosas 895 páginas, pelo que pus outros livros na mala (Pequenas Coisas como Estas, A Triologia de Paris e Férias em Paris), que quis terminar antes de voltar a pegar neste. Já de regresso, ainda quis começar o Robison Crusue, que entretanto terminei antes de retomar o ponto onde estava no Shantaram dois meses antes.
A partir daqui, a leitura já não foi a mesma. É verdade que também houve uma mudança de cenário grande no próprio enredo, mas parecia-me estar a custar a mergulhar de novo na história, muito ao contrário do que aconteceu nos dois primeiros terços, em que era sugada para o enredo, sem mesmo dar por isso. Não consegui bem perceber se foi de mim, se foi da história, houve uma mudança algures no arranque deste último terço do livro, que voltou a fluir como antes, ao fim de centena e meia de páginas.
Tudo somado, a impressão que me fica é a inicial, de um livro imersivo, que nos absorve e envolve de múltiplas formas, lembrando-me de como é bom viver outros mundos e aventuras pelos olhos de quem escreve.
Pontuação: 8/10
Leituras de 2025
2025 voltou a ser um ano de boas leituras, tanto em número como em qualidade (com especial destaque para os dois volumes da triologia de Elias Canetti, a Triologia de Copenhaga e a Bailarina de Aushwitz). Ainda que não tenha sobrado tempo para vir aqui falar um pouco sobre cada um deles, não faltou para submergir nas muitas páginas que me acompanharam em todo este tempo. Aqui ficam os mundos por onde andei...
Opção B
O Sanatório
O Mundo à Beira de um Ataque de Nervos
Mundo Belo Onde Estás
Uma Educação
O Perfume das Flores à Noite
O Retiro
Os Pilares da Terra I
Naquele Dia
Uma Viagem Terapêutica
Pulp
Os Pilares da Terra II
A Língua Resgatada
A Casa Holandesa
Malala
O Archote no Ouvido
No Limiar da Eternidade
O Reencontro
A Triologia de Copenhaga
A Vida Mentirosa dos Adultos
O Drama de Marísia
O Meu Nome é Emília del Valle
Aprender a Falar com as Plantas
A Bailarina de Auschwitz
O Mestre da Fuga
Os Bebés de Auschwitz
Como Aprendi a Compreender o Mundo
O Outono Alemão
O Mito do Normal
As Margens e a Escrita
Sobre o Sentimento de Imortalidade na Juventude
Diário (Etty Hillesum)
Retrato de uma Senhora
Ligações Perdidas
A Filha do Coveiro
A Rapariga de Antes
Sultana
Os últimos três anos
Juntando as leituras dos dois anos que antecedem o que agora finda, não chegam ao número de livros que consegui percorrer em 2024. Foram dois anos absorvida noutros campos, para perceber que não há outro como este, da imersão na leitura.
Livros 2024
A Suite Francesa
Olhem para o mundo com o coração
O drama de ser uma criança
Extensão do Domínio da Luta
Razões para viver
Dois
Maniac
Antes que o café arrefeça
Serviçais
A escrita ou a vida
O vício dos livros
A breve vida das flores
Indice Médio de Felicidade
Palavras que tocam a alma
Não haverá mais amanhãs
Diário de um homem supérfluo
A amiga genial
A Biblioteca da meia noite
Lugares Escondidos da Mente
A Imperatriz Viúva
Manual de Sobrevivência do Escritor
História do Novo Nome
História de quem vai e de quem fica
História da Menina Perdida
Agridoce
O lago dos sonhos
Nunca se perde uma paixão
Escrever
O que eu sei de mim
Cartas a Milena
Grandes Vidas Breves
Sapiens
O Ano do Pensamento Mágico
Só depende de ti
A irmã
Meio Sol Amarelo
Livros 2023
O retorno
O meu nome é Lucy Barton
O Jovem Torless
Tudo é possível
Reiventar-se
A Boa Sorte (Rosa Montero)
Violeta (Isabel Allende)
As regras da casa
Emigrantes (Ferreira de Castro)
De olhos fixos no sol
Dom Casmurro
Em parte incerta
O seu filho precisa de si
Shugguie Bain
O corpo não esquece
Humilhados e Ofendidos
Memória de Rapariga
Livros 2022
Casei com um Massai
A Carne
Talvez devesse falar com alguém
As regras da cortesia
O País dos Outros
Uma vida (Guy de Montpassant)
Pessoas Comuns
O homem mais feliz do mundo
Almas imperfeitas
A irmã de Freud
Amor que mata
O Mayor de Casterbridge
Os vícios dos escritores
Escolhe-te a ti mesmo
Uma paixão simples
O acontecimento
Os Beijos
Conhecer, amar e curar a sua criança interior
O que Li em 2021
E Tudo o Vento Levou II
Viver sem chefe
Culpa
Factfulness
Consentimento
Foco
Vidas Escritas
O senhor das almas
Porque escolhi viver
Uma noite de inverno
Reféns das próprias emoções
Um coração simples
A praia (Pavesse)
Regresso a Reims
Estou viva, estou viva, estou viva
A Contraluz
Solidão
Até ao fim da Terra
Viagem ao Amor
Segunda Vida
Coração tão branco
Doutor Jivago
O coração é o último a morrer
Até ao Fim da Terra (David Grossman)
Grossman tem precisamente essa capacidade, de revelar mundos internos, de escrutinar e analisar milionésimos de segundo que compõem cada fracção da vida interior dos seus personagens, e é isso que faz deste livro uma obra tão sedutora, na qual mergulhamos a fundo e nos hipnotiza ao longo de mais de 600 páginas.
Queria que ela se fosse embora. Que voltasse. Que voltasse a ser como era antes. Aquela coisa que eles tinham tecido nas últimas noites, o deslumbramento, o suave segredo, arrefeceu e desapareceu imediatamente. E se calhar nem sequer existia, só na cabeça dele, como sempre.
Os livros que li em 2020
- A Balada do Medo (Norberto Morais)
- Um homem apaixonado (Karl Ove Knausgård)
- Factotum (Charles Bukowski)
- Homo Deus (Yuval Noah Harari)
- As pessoas felizes lêem e bebem café (Agnès Martin-Lugand)
- Quando a mente adoece (Pedro Afonso)
- Todas as Almas (Javier Marías)
- Esteiros (Soeiro Pereira Gomes)
- Antes do Amanhecer (Somerset Maugham)
- A Barreira Invisível (Pat Barker)
- O Animal Social (David Brooks)
- Factotum (Charles Bukowski)
- A arte subtil de dizer que se f*da (Mark Manson)
- A Amante Holandesa (J. Rentes De Carvalho)
- Crime e Castigo Fiódor Dostoiévski
- Inês da Minha Alma (Isabel Allende)
- Fanny Owen (Agustina Bessa-Luís)
- E, de repente, a alegria (Manuel Vilas)
- Os Óculos da Felicidade (Rafael Santandreu)
- O Enigma do Quarto 622 (Joël Dicker)
- Alves & Cª (Eça de Queirós)
- Longa Pétala de Mar (Isabel Allende)
- O Quarto de Geovanni James Baldwin
- O amor não se aprende na escola (Joaquim Quintino Aires)
- A Vida é um Sopro (Miguel Estrada e Coimbra de Matos)
- E tudo o vento levou Vol. I (Margaret Mitchell)


